O radiômetro de Crookes é um instrumento científico fascinante: uma simples ampola em vidro com aletas pretas e brancas que começam a girar sob a luz. Ao contrário do que se pensa frequentemente, não é a pressão dos fotões que o faz girar, mas um efeito térmico subtil relacionado ao vácuo parcial no interior. Usado tanto como demonstração de física quanto como objeto decorativo, atrai tanto os entusiastas quanto os curiosos. Vamos descobrir juntos a sua história, o seu funcionamento e experiências simples de realizar.

  • O que é? Mini instrumento em vidro onde as aletas pretas/brancas giram à luz.
  • Por que gira? Efeito térmico (transpiração térmica em um gás rarificado), não a pressão de radiação pura.
  • Para que serve? Demonstração visual da conversão luz → movimento, objeto decorativo e educativo.
  • Para quem? Curiosos, professores, pais, entusiastas da física e amantes de objetos científicos.

Definição & anatomia

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Um radiômetro de Crookes é composto por uma ampola selada contendo um vácuo parcial. No interior, um rotor está montado sobre um pivô quase sem atrito. Este rotor possui quatro aletas, sendo uma face preta e a outra branca. Quando a luz ilumina o instrumento, as aletas começam a girar.

Esquema mental: ampola → haste → rotor com aletas → suporte/pivô.

Variantes: Encontram-se diferentes modelos de acordo com o tamanho da ampola, o acabamento do vidro (transparente ou fumado) e o material da base (madeira, metal).


Um pouco de história

Inventado entre 1873 e 1879 por William Crookes, o radiômetro foi inicialmente interpretado como uma prova da pressão de radiação prevista pela teoria electromagnética de Maxwell. Mas rapidamente, debates científicos surgiram.

As experiências de Reynolds, Knudsen e até mesmo Einstein mostraram que a explicação correta residia na transpiração térmica de um gás rarificado, fenómeno ainda pouco conhecido na época.


A física por trás da magia ✨

Condições de funcionamento

  • Vácuo parcial: indispensável para permitir colisões moleculares assimétricas.
  • Fonte de energia: luz solar, lâmpada incandescente, radiação infravermelha ou qualquer fonte de calor.

Mecanismo principal (hoje aceito)

A face preta absorve mais luz e aquece mais do que a face branca. Esta diferença cria um gradiente de temperatura ao longo das bordas das aletas. As moléculas de gás, ao interagirem com essas zonas, geram uma força chamada transpiração térmica, que provoca a rotação do rotor.

A rotação para quando as temperaturas se equilibram e os atritos do pivô dissipam a energia.

Ideias preconcebidas a corrigir

  • Mito: “É a luz que empurra as aletas” → falso neste contexto.
  • Verdadeiro: A pressão de radiação existe, mas seu efeito é insignificante comparado às forças térmicas.

Experiências simples de realizar (segurança & passo-a-passo)

Uma esfera em vidro com duas formas geométricas (quadrado preto e branco) no interior, pousada sobre uma base em madeira, ilustrando um objeto científico decorativo.

1) Curva intensidade luminosa → velocidade

Coloque uma lâmpada a diferentes distâncias e meça o número de voltas/minuto. Compare com a exposição direta ao sol.

2) Filtro de cores

Utilize filtros vermelho, azul, verde: cada cor é absorvida de forma diferente, o que altera a velocidade de rotação.

3) Efeito de fonte quente

Coloque uma lâmpada halogénea ou uma fonte infravermelha. As aletas reagirão mesmo sem forte luz visível.

4) Sombra projetada

Cubra uma parte das aletas: você observará uma diminuição, ou até uma inversão na velocidade.

5) Temperatura ambiente & convecção

Teste em câmara fria ou quente. Atenção para isolar bem de correntes de ar, que podem distorcer a experiência.

⚠️ Aviso de segurança: Manuseie sempre pela base. Não coloque a ampola sob luz solar direta e depois em um ambiente frio (risco de fissura). Não deixe crianças com menos de 6 anos manipularem o objeto.


Aplicações & interesse pedagógico

O radiômetro oferece uma visualização única: torna visível a transformação da energia luminosa em movimento mecânico, uma experiência fascinante que capta imediatamente a atenção.

Para além do seu aspecto espetacular, serve como suporte concreto para abordar noções frequentemente abstractas, como o transferência térmica, o comportamento dos gases rarificados ou ainda os gradientes de temperatura.

Seja utilizado durante demonstrações em aula, exposto em um museu científico, ou simplesmente posicionado como um objeto decorativo, é também um presente STEM ideal para estimular a curiosidade e o desejo de explorar a ciência.


Perguntas frequentes (FAQ)

Por que as aletas pretas estão do lado “empurrado”?
Porque a face preta absorve mais calor, criando um fluxo térmico que empurra a aleta para frente.

Funciona com luz fria (LED)?
Sim, mas a rotação é mais fraca, pois os LEDs emitem poucos infravermelhos, resultando em menos aquecimento.

Pode-se abrir ou recarregar o vácuo?
Não, a ampola está hermeticamente selada. Se o vácuo se degrada, o objeto torna-se menos reativo.

Em plena luz solar, é perigoso?
Não, mas evite uma exposição prolongada: o vidro pode superaquecer e fissurar.

Quanto tempo dura?
Um radiômetro de qualidade pode funcionar várias décadas, desde que a ampola permaneça intacta.


O radiômetro de Crookes não é apenas um belo objeto, é uma verdadeira lição de física condensada em uma ampola. Seja para despertar a curiosidade das crianças, ilustrar leis termodinâmicas em aula ou simplesmente decorar uma secretária, continua a ser um instrumento intemporal que liga ciência e estética.

A propos de Laurent belner

Passionné par la vulgarisation scientifique, je teste et sélectionne aussi bien des instruments que des jeux scientifiques pour vous proposer des articles clairs, fiables et utiles.Mon objectif : éveiller la curiosité des enfants comme des adultes et vous donner les clés pour explorer la science de manière simple, ludique et passionnante.

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